outubro 2023

Em Janeiro tem Line Up 2024

2023 foi um ano de transição para a ONTV. Mudamos do blogger para um domínio próprio, iniciamos um novo site e passamos por algumas dificuldades durante esse ano, entretanto, podemos dizer que o saldo foi positivo no quesito experiência. Acreditamos que 2024 será outro ano para ONTV, para isso estamos guardando algumas novidades. Em Janeiro de 2024 terá aqui no site um evento dedicado as novidades que serão publicadas durante o ano. O evento se chamará “ONTV 2024 Line Up”. Mas o que o leitor encontrará exatamente nesse vento? Alguns dos títulos que vão ser atualizados (novos episódios/capítulos) e também títulos inéditos vão ser apresentados com uma curta sinopse, sua capa e algumas curiosidades. O que vai aparecer nesse evento, atenção para o spoiler, “As Aventuras do Anjo Noturno” e a nova webnovela de Glaydson Silva. Também vamos continuar com o seguimento “Tarde de Clássicos”, dedicado a resgatar obras clássicos da literatura brasileira. Começou com “Helena” de Machado de Assis e depois venho “A Intrusa” de Julia Lopes de Almeida. O próximo título também é de um importante escritor brasileiro. Mas nem todas as novidades vão aparecer no evento, o que será que vem por aí?

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Tuhpanger | Episódio 05

Em algum lugar dentro do rio amazonas está localizado o esconderijo de Ipupiara, uma caverna subaquática que também tem um portal que leva diretamente para a tumba de Abaçay. Quando Ipupiara sai do pequeno lago que dá acesso a sua caverna, rapidamente ele solta Joaquim que havia sido capturado no episódio anterior. O guerreiro vermelho se encontra amarrado com cordas que lembram escamas de peixes. Nesse mesmo momento, através de um portal, Cuca entra. — Muito bem, você conseguiu capturar um guerreiro espiritual… — Sim, feiticeira! Diga ao mestre Abaçay que estou fazendo um ótimo serviço! — Ele ficará sabendo, mas não conte vantagens ainda Ipupiara, você capturou apenas um guerreiro espiritual, ainda faltam quatro! — Não se preocupe! — disse o monstro certo de si mesmo. — Vai ser fácil capturar os outros agora que estão sem o líder! — Pode ser verdade, então, não demore muito! Em seguida a feiticeira desapareceu. … Tentando colocar seus pensamentos em ordem, Katarina decidiu caminhar na praia. Era quase final de tarde, tinha que encontrar uma maneira de decidir o mais rápido possível entre continuar sendo uma guerreira espiritual ou, então, abrir mão do seu futuro nas olimpíadas. Sentou em frente ao mar, ficou em silêncio com seus pensamentos. Ao longe Inês se aproximava procurando pela a guerreira espiritual de cor azul. Também estava preocupada e tentaria convencer Katarina a não desistir de salvar o mundo. — Oi… — disse Inês ao sentar ao lado da garota loira. Katarina apenas sorriu, então, a portuguesa se sentiu segura para continuar. — Como você está? — Quer saber se eu vou desistir de ser uma guerreira espiritual? — Eu não queria ser tão direta assim, mas eu também perguntaria isso a você. Sabes, Katarinas, pense bem antes de decidir? Katarina suspirou. — Se eu não desistir de ser guerreira espiritual, vou desistir da minha carreira de atleta, não é uma escolha fácil. Não é como é para você, Inês. — O que quer dizer? — perguntou a morena confusa. — Se desistir da sua carreira como chef ou doceira, quando terminar essa batalha vai poder voltar, eu não. Se eu desistir agora, não vou ir para as Olímpiadas, vou perder um ano de treinamento e os patrocinadores. Katarina levantou, limpou a areia do seu corpo e disse antes de ir: — Então, não tente apressar a minha decisão. Inês ficou em silêncio, baixou sua cabeça e ouviu a outra se afastar. … Na aldeia perdida, Iara (com a ajuda da sua magia) rastreia a localização de Joaquim, Miguel e Rafael esperam Inês voltar da conversa com Katarina, a guerreira amarela retorna com uma cara de poucos amigos. Deixando os guerreiros rosa e verde preocupados. — Então? — perguntou Rafael. — Ela pediu para a gente não apressar a sua decisão. — respondeu Inês. — Não apressar? — perguntou Miguel alterado. — Estamos em uma encrenca, Joaquim, o nosso ranger vermelho foi capturado e estamos com duas baixas… — Calma, garoto. — pediu o guerreiro rosa. — As coisas vão se resolver. — CONSEGUI! — gritou Iara animada. — Venham guerreiros, venham! Consegui encontrar a localização do guerreiro vermelho. Todos se aproximam de Iara que estava em frente a fonte da aldeia perdida, vemos a imagem do rio amazonas refletido e um círculo brilhando intensamente. — Não entendi. — disse Miguel. — Ele está em uma caverna no fundo do rio. — explicou Iara. — Como vamos fazer? — perguntou a guerreira amarela. — Katarina. — disse o guerreiro rosa suspirando. — Sim. — concordou a indígena. — Precisamos convencer ela a, pelo menos, entrar na caverna e resgatar Joaquim. — Eu vou falar com ela dessa vez. — disse Rafael. Então, a fonte começou a borbulhar e mostrar uma praça do Rio de Janeiro onde Ipupiara atacava novamente. — Rafael vá falar com Katarina. Inês e Miguel, vocês conseguem? — perguntou Iara. — SIM! — Inês e Miguel responderam ao mesmo tempo. … Ipupiara está atacando pedestres que passam pela praça, o monstro peixe tocava escamas nos civis e com isso retirando a energia delas, mandava diretamente para Abaçay. A guerreira amarela e o guerreiro verde surgem, cada um de um lado, acertando chute no peitoral do monstro. Os dois guerreiros espiritual caem em pé no chão. — Estamos aqui para te derrotar. — disse a guerreira do jacaré. — Vamos acabar com você! — disse o lobo guará animado. — Dois? DOIS?! — gritou Ipupiara rindo. — Vai ser fácil acabar com vocês! O monstro se coloca em modo de batalha, então, Inês e Miguel também se colocam em posição de ataque e partem para cima ao mesmo tempo que Ipupiara faz o mesmo. A guerreira amarela prepara um chute para acertar bem na cara do monstro peixe, porém ele segura sua perna e ao enxergar uma chance o guerreiro do lobo guará o derruba com uma rasteira. Rapidamente Ipupiara se levanta e contra-ataca os dois usando suas escamas como lâminas. Ao serem acertados, faíscas saltam do uniforme amarelo e verde, eles caem para trás. — Vocês vão ser engolidos por mim! — gritou Ipupiara preparando a sua boca. — Bastão réptil! — gritou Inês e, como magia, seu bastão apareceu entre seu punho, acerta um belo golpe na cara do monstro, fazendo com que ele gire para o lado. O verde fica em pé e saca sua pistola a laser, acertando vários tiros. … — O quê? O rio amazonas? — perguntou Katarina incrédula. — Sim. Iara quer que você vá até lá, vai mergulhar e descer até a caverna. Salvar Joaquim, provavelmente as pessoas civis engolidas também devem estar lá. — explicou Rafael. A loira andou de um lado para o outro, pensativa. — Minha possível ultima missão. Nada mais justo do que ajudar Joaquim que foi capturado por minha calça. — Katarina sorriu. — Tudo bem, eu vou. — pegou seu celular, acessou o aplicativo de transformação. — Iara, como eu uso esse poder? — Você terá que estar

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A Intrusa | Capítulo XIII

A noite estava escura. Alice levantou a gola do casaco e, puxando o véuzinho até a queixo, desatou a andar em direção ao largo do Machado, sem paciência de esperar o bonde à porta de casa.Atrás dela, à curta distância, Feliciano não lhe tirava os olhos de cima, cosendo às paredes o seu corpo esguio. A sombra, protetora de segredos, confundia-se com a cor do seu rosto, esvaindo- lhe a imagem. Os tacões da moça batiam na calçada em pancadinhas miúdas e sonoras; os dele dir- se-iam forrados de veludo. A espionagem tem asas de morcego, teme a luz, mas espalma-se na treva sem rumor nem receio. Seu elemento é o mistério. O desejo do mal é silencioso. Oh, se ele pudesse estender as unhas afiadas e fazer sangrar na escuridão a carne branca daquela mulher!Não fora ela quem o desprestigiara diante dos outros que ele dominara antigamente como senhor? Todas as suas fraquezas, os seus crimezinhos de infidelidade não tinham sido farejados e descobertos por essa criatura imperativa e doce a um tempo? Nem uma palavra lhe saíra dos lábios, mas a verdade salta pelos olhos quando a não deixam sair pela boca.Ela sabia tudo. Tratava-o como um inferior, uma máquina de serviço, sempre necessitada de direção. Não fora para isso que ele aprendera a ler na mesma cartilha da sua antiga iaiá!Revoltado contra a natureza que o fizera negro, odiava o branco com o ódio da inveja, que é o mais perene. Criminava Deus pela diferença das raças. Um ente misericordioso não deveria ter feito de dois homens iguais dois seres dessemelhantes!Ah, se ele pudesse despir-se daquela pele abominável, mesmo que a fogo lento, ou a afiados gumes de navalha, correria a desfazer-se dela com alegria. Mas a abominação era irremediável. O interminável cilício duraria até que, no fundo da cova, o verme pusesse a nu a sua ossada branca…Branca! Era a mulher branca que ele preferia, desprezando com asco as da sua raça.A superioridade daquela que ia toc-toc na sua frente exasperava-o. O seu humor inalterável, os seus hábitos de asseio e de ordem não lhe tinham dado ensejo para a intriguinha fácil e perturbadora. Chegara o dia de castigar a afronta daquela branca intrometida, que ele odiava, e ardia por esmagar com a divulgação de algum segredo que a comprometesse. Desprezava o ardil pela verdade; mas, se esta lhe escapasse, então recorria a tudo, até ao feitiço de algum velho parceiro africano.Mas desse recurso extremo só lançaria mão quando não pudesse contar com os da sua inteligência e malignidade.Tinha ainda na memória uma sentença materna: “quem faz feitiço morre de feitiço”, e essa idéia afligia-o. A mãe era filha de mina. Devia saber… aquela branca pobre e presunçosa, que era mais do que ele na ordem das coisas, para o tratar assim por cima do ombro, com um arzinho supe- rior de patroa fidalga?– Ela há de me pagar!O que ele queria agora era saber bem da sua vida, penetrar no mistério daquela existência flutuante, sem raízes conhecidas; assenhorear-se de um segredo que a tornasse escrava da sua vontade poderosa.Como aos de Adolfo Caldas, ela também representava aos seus olhos o encardido papel de especuladora. Não era outra coisa; mas a intrusa teria o seu castigo, zurzido com mão de ferro, na hora marcada pela sua justiça.O arrependimento entraria, então, no coração de Argemiro.O bonde tardava e Alice não diminuía o ritmo dos passos. Antes assim; ele gostava de ir andando a pé, atrás daquela figurinha nervosa e fugidia.Quem tanto se apressa, corre para a felicidade, que para o aborrecimento o passo é tardo.Pensava o negro: “Ela vai para alguma entrevista de amor…”Isso contrariava-o… e crescia-lhe com essa idéia a raiva pela usurpadora dos seus regalados descansos e da sua autoridade de chefe!Ela matara o seu prestígio. Viesse quem viesse depois dela, encontraria lançada na casa a semente da desconfiança. Fora um dia o Feliciano, que lia jornais nas cadeiras do amo, com deliciosos charutos entalados entre os beiços.Um bonde! E o bonde parou a um gesto de Alice, que subiu para um dos bancos da frente, aconchegando com um arrepio o casaco cor de mel ao corpo friorento.Feliciano, em pé na plataforma, não a perdia de vista.No largo do Machado ela desceu e, passando pela frente da igreja, tomou a direção da rua Bento Lisboa.O negro, a pequena distância, ia atrás dela, dando graças ao vento que fazia ulular o arvoredo da praça, abafando outros rumores. Na rua Bento Lisboa, Alice acelerou a marcha. Parecia levada por um grande desejo. Feliciano espiava-a aflito, numa ansiedade!A sua admiração era não ver aparecer um homem, a quem ela desse o braço, que a comprometesse e o ajudasse na intriga… De resto, ele não queria crer, queria denunciar!De repente estacou; a moça sumira-se na portinha negra de uma casa antiga, meio arruinada.Feliciano passou, tornou a voltar, sondou com olhar atrevido o corredor escuro, procurou ver se estaria alguém a quem pudesse fazer qualquer pergunta na vizinhança, encostou-se a um umbral fronteiro e esperou, indignado, contra aquelas paredes, que um murro de homem deitaria abaixo e que lhe escondiam o mistério desejado!O vento e o pó obrigavam os moradores do lugar à reclusão. As janelas fechadas estristeciam a rua ordinariamente animada. Que se passaria lá dentro?Feliciano esteve uma ou duas horas à espera, como um vigia cuidadoso, firme no seu posto.Nem uma réstia, um tênue fio de luz vinha cortar a treva daquela fachada muda!O negro tinha ímpetos de ir encostar o ouvido às janelas ou penetrar no corredor, cansado de esperar, numa impaciência que o adoecia.Eram quase dez horas quando ouviu rumor de vozes e reconheceu a de Alice. Depois a moça reapareceu, puxando a porta sobre si.A casa, impenetrável, guardava o seu segredo. Alice deslizava na sombra com o mesmo passo apressado. Dir-se-ia que igual desejo a levava ao ponto de onde partira três horas antes!Desnorteado, Feliciano hesitava se deveria acompanhar Alice, cujo destino conhecia, se ficar mais alguns instantes esperando alguém que porventura saísse daquela

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