abril 2023

Surpresas do Destino | Capítulo 03

01  INT. FUNERÁRIA MEMÓRIAS ETERNAS – DIA Abre mostrando o relógio da funerária, são cinco da tarde. Verônica chega com pressa, desorientada procura pela a sala onde Paula estaria a esperando. Verônica encontra uma mulher sentada em uma sala, veste roupas totalmente escuras e centro uma urna de cinza, flores de todas as cores ao redor. A garota se joga no chão impactada, coloca sua mão sobre sua boca, sem fôlego tenta se arrastar cheia de lágrimas. VERÔNICA: Papai… Verônica finalmente chega ao altar da urna e solta um grito de dor e desespero. Verônica se aproxima de Paula que está com o rosto inchado de choro, mas ela sente mais pelo dinheiro do que pelo marido. VERÔNICA: Como isso aconteceu de repente? Por que eu não sabia de nada? Por que não me ligaram mais cedo? PAULA: Eu sinto muito, Verônica. Meu mundo também caiu. VERÔNICA: Não, isso não pode estar certo. Ele não pode estar morto, o que essa urna faz aí? Pode não ser ele… PAULA: É ele. São suas cinzas, eu mesma me encarreguei para ser um trabalho rápido porque seu pai estava desfigurado. Nesse momento a raiva sobe dentro de Verônica. VERÔNICA (GRITA E CHORA): O QUÊ? COMO PODE TER FEITO ISSO? Mateo e eu tínhamos o direito de vê-lo, de nos despedir! PAULA: Acredito que seu pai não gostaria de ser recordado pela maneira que estava. Fiz o certo, Verônica. Eu não consegui entrar em contato com você o dia todo, estava sumida. Como queria que eu te contasse? Verônica fica em silêncio, pois lembrou que ficou o dia todo atrás de Andrés para recuperar sua mala e preparar o aniversário do pai. Verônica olha para urna novamente. VERÔNICA: E se não for ele? O rosto estava desfigurado, talvez isso tenha impedido de reconhecer… Paula suspira. PAULA: Eu mesma vi o corpo, Verônica. Carregava os pertences dele, o relógio e a nossa aliança de casamento. VERÔNICA: Não! Não pode me deixar, papai! Em Verônica chorando, abraçada na fotografia do pai. Paula se aproxima com um lenço com alguns objetos enrolados. PAULA: Aqui estão os pertences dele. Verônica solta a fotografia e agarra o lenço com todos os objetos dentro dele. 02  EXT. FUNERÁRIA MEMÓRIAS ETERNAS – FACHADAS – DIA Surge Paula vestida toda de preto e conversando ao telefone. PAULA: Então, entregou todos os documentos? Quando poderei receber o dinheiro? Em Paula esperando a resposta. 03  INT. MANSÃO BELTRÃO – QUARTO DE MATEO – DIA Mateo se encontra sentado em sua cama, tentando montar um cube mágico. De costas para a porta. Verônica entra, com os olhos ainda avermelhados do choro, se aproxima. Senta atrás do irmão, pousa sua cabeça em suas costas. Em Verônica catatônica. 04  INT. CAFETERIA – DIA Andrés está sentado a mesma mesa que Verônica sentou no capítulo anterior. Olha ansioso para seu relógio. ANDRÉS: Será que ela está se vingando? VICTÓRIA: Você vai para casa! Andrés olha para o lado. VICTÓRIA: Finalmente te encontrei, miserável! Andrés fica surpreso, levanta. ANDRÉS: Vovó! O que está fazendo aqui? Andrés abraça Victória, atuando. ANDRÉS: Hoje mesmo pensei em voltar para casa. Victória sorri. VICTÓRIA: Tenho meus contatos. Em Victória. 05  INT. MANSÃO CASTILHO DE LEÓN – SALA DE ESTAR – DIA Abre mostrando a fachada. Na sala vemos: Andrés, Victória, Margaret e Nicole. ANDRÉS: Deixar meus estudos em Sidney!? Não, vovó! VICTÓRIA: Andrés, você sabe o que a empresa significa para sua mim, não sabe? Me casei aos 16 anos… NICOLE: Você teve que viver sua vida sozinha porque o vovô morreu. Cuidou do bebê recém-nascido sozinha, você passou muitos dias sem comer para poder sustentar seu filho. Trabalhou tanto que conseguiu sobreviver e abrir um restaurante que se tornou uma ótima franquia. Este último com a ajuda do seu filho, ou seja, meu pai. Até… (Cabisbaixa) Ele também morreu. O fato é que hoje a empresa é um grande sucesso. VICTÓRIA: Sim, é verdade. Meu filho trabalhou comigo para levar nossa empresa adiante. Gael… Ah, Gael deixou esse mundo aos 37 anos e seu único desejo era que- ANDRÉS: Isso é patético! VICTÓRIA: A última vontade de seu pai era que você assumisse os negócios quando eu ficasse velha. Não tenho mais as mesmas forças de antes… ANDRÉS: Eu não quero isso, tenho outros planos. VICTÓRIA: Bom, você terá que assumir a empresa se quiser continuar vivendo com meu dinheiro. Andrés, irritado, levanta do sofá e sobe as escadas correndo para se trancar em seu quarto. 06  EXT. FUNERÁRIA MEMÓRIAS ETERNAS – DIA Por volta das cinco horas da tarde, Verônica e Mateo, vestindo roupas pretas em honra ao luto que sentem, saem com todos da funerária. Os irmãos carregam uma foto de Gabriel emoldurada em uma coroa de flores. Enquanto escuta a triste melodia fúnebre, Verônica caminha com um olhar perdido, diferente de Mateo que se encontra ansioso e olhando para todos os lados. Paula e Daniela estão logo atrás. Começa a chuviscar. Os organizadores do funeral entram na traseira do caminhão da empresa junto com os arranjos de flores. Verônica tenta colocar Mateo dentro do carro, mas o rapaz está muito nervoso com tudo que está acontecendo e tenta se soltar dos braços da irmã. VERÔNICA: Vamos Mateo, você tem que entrar! O papai se foi, temos que nos despedir… Não muito longe, Daniela observa a cena com pena, diferente de Paula que mantém sua postura séria e fria. 07  EXT. CEMITÉRIO JARDIM DA PAZ – DIA O céu está parcialmente nublado, uma garoa com gotas grossas caí insacavelmente. A urna com as cinzas de Gabriel está enterrada no solo ao lado de uma placa de memória. Se encontram ali apenas Paula, Daniela, Verônica, Mateo e Valéria. Não há mais nenhum familiar ou amigo do falecido. Verônica entrega seu guarda-chuva para Valéria segurar e não deixar Mateo se molhar, então, a garota caí de joelhos no chão aos prantos em frente ao túmulo do pai se sujando com a terra. A câmera se afasta, nos dando uma visão

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Anjo Noturno | Capítulo 06

Dobrando a esquina, um furgão negro surgiu com toda a velocidade que o motorista conseguia colocar quando seu pé ficava fixo no acelerador. Não demorou muito para que, no céu da grande Porto Alegre, surgisse o super-herói Anjo Noturno perseguindo o veículo desgovernado. Logo atrás dele estavam dois carros da polícia. Seu olhar não o perdia de foco, tinha que encontrar uma maneira de pará-lo, pois ali dentro estava um grupo de criminosos que acabaram da assaltar um grande banco do centro da cidade. A porta de trás do furgão foi aberta, revelando dois homens encapuzados, um branco e outro negro. O homem negro que, mesmo com a máscara, parecia ser o mais velho, segurava uma arma de fogo apontando para o herói, enquanto o outro segurava uma das bolsas de dinheiro. O mascarado com a arma começou a disparar contra Anjo Noturno, quando percebeu a ação, rapidamente o super-herói ficou parado no ar e com a energia roxa que consegue manipular, ele criou um escudo que desfez as balas quando entraram em contato. Sem pensar duas vezes, os dois homens fecharam a porta do furgão e o veículo pegou mais velocidade, dobrando em outra esquina. — Tchê, esses caras não perceberam que eu tenho um par de asas?! — Se perguntou o adolescente atingindo seu nível de paciência. Os assaltantes, sem saber que Miguel havia pegada um atalho pelo céu, já comemoravam a suposta vitória sobre o super-herói gaúcho, então, de repente, foram surpreendidos quando sem transmitir algum aviso, Anjo Noturno desceu do alto e com o seu punho energizado e emitindo um brilho violeta, socou o capô do furgão em movimento, fazendo com que o veículo parasse de andar e ficasse levemente inclinando para frente. O grupo de criminosos deixou o furgão às presas, revelando ser um quinteto. Três estavam sentados na frente. Mas a fuga foi impedida quando os dois carros da polícia estacionaram em frente a eles, os homens fardados saíram do veículo e logo apontaram suas armas e por trás, Anjo Noturno ficava em posição de ataque com a sua energia roxa já pronta em seus punhos. — Temos duas opções aqui. — Começou o herói, tentando parecer um ser humano sensato. — Começarmos uma briga, que vai acabar em um tiroteio e ferir inocentes e mesmo assim vocês vão ser capturados ou se entregarem. Podemos fazer do jeito difícil ou fácil, é só escolherem. Os bandidos trocaram olhares, estavam pensativos. Enquanto decidiam o que iam fazer, momentos de tensão preencheu todo aquele lugar, os policiais, os civis e o Anjo Noturno se encontravam nervosos, pois se decidissem pelo jeito difícil a coisa ficaria tempestuosa. O do meio foi o primeiro a levantar as mãos para o alto e largar a arma que carregava, em seguida, aos poucos, os outros fizeram o mesmo. Miguel soltou um suspiro, ficando mais tranquilo. … Uma das formas da família de Leandro ter uma renda fixa fora da típica carteira assinada era o negócio de locação de imóveis. Ao logo do tempo as gerações foram adquirindo casas ali e aqui por Porto Alegre e algumas na região praiana do estado sulista, porém tem um local que nunca conseguiram alugar e graças à lábia que Leandro tem sobre seus pais, conseguiu transformar o velho galpão em um esconderijo para o Anjo Noturno… Ou um Quartel General. O jovem japonês disse aos pais que precisaria do local para montar um escritório para o site de cultura pop que estrearia em breve na internet. Por enquanto, o QG do trio, somente contava com um sofá velho, uma poltrona velha onde Daniela se encontrava lendo um livro, um freezer de qualidade duvidável e para finalizar, um computador que ficava no canto ao lado de uma impressora. Cansado, com cada parte do seu corpo doendo e ainda com um grande roxo entorno dos seus olhos, Miguel entrou na base improvisada da Equipe Anjo Noturno. O adolescente, com passos lentos, caminhou até o sofá desocupado, mas quando foi deitar ali, acabou caindo no chão. Daniela e Leandro levaram um susto, lançando olhares de preocupação os dois se aproximaram do amigo que estava estirando no chão. — Tudo bem aí? — Perguntou Leandro. — Ele parece bem? — Respondeu Daniela com outra pergunta. — Cansado, muito cansado. — Sussurrou Miguel. — Meus braços doem, minhas pernas doem… As minhas asas estão doendo e elas nem estão aqui neste momento! — Tchê, tu tem que ir para casa descansar. Olha só o teu estado, parece que saiu direto da gravação de um episódio de The Walking Dead. — Comentou Leandro. — Tem que descansar principalmente porque de madrugada nós temos uma missão para você… O Anjo Noturno… — Ah não, qual dessa vez? — Perguntou o herói com a voz abafada. Daniela caminhou até o computador e voltou rapidamente com uma folha em suas mãos, se tratava da notícia de um portal importante no estado. A garota negra começou a leitura, um homem estava colocando fogo em casas na zona mais rica de Porto Alegre, em casas específicas de médicos importantes. Os policiais ainda não haviam feito à descoberta de quem era o autor ou os seus motivos, porém estavam trabalhando para chegarem a uma conclusão. — Então vamos ter que lidar com um incendiário? — Miguel levantou do chão enquanto fazia a pergunta, ainda com o seu rosto cansado, porém em uma posição séria para ouvir seus amigos. — Como isso vai ser? — Leandro e eu acompanhamos os bairros, ruas em que esse homem atuou e chegamos à conclusão que ele vai atacar Três Figueiras ou Bela Vista. — Respondeu Daniela. — Mas achamos que Três Figueiras é certeira. — Respondeu o jovem japonês em seguida. — Também demos um nome para ele… Combustor. — Sorriu ao terminar de falar. — Você deu esse nome. — Sussurrou Daniela. — Certo, certo. — Disse o super-herói tentando colocar sua cabeça no lugar. — Eu vou para casa, descansar um pouco e lá por uma hora

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Surpresas do Destino | Capítulo 02

01  INT. MANSÃO BELTRÃO – QUARTO DO CASAL – DIA Paula e Gabriel entram no quarto. PAULA: Por que não contou para ela que não vai mais poder estudar na Austrália? GABRIEL: Ela acabou de voltar, Paula. Se a gente contar, vai ficar triste. PAULA: Ela tem que entender que você tem problemas financeiros na empresa! Não podemos tapar o sol pela peneira. Você não tem dinheiro para pagar os estudos dela, não até você se recuperar. Então, eu vou ter que contar para ela? GABRIEL: Não temos uma poupança? Paula responde balançando a cabeça negativamente. GABRIEL: E você, meu amor? Alguma maneira ou alguém que possa nos ajudar? PAULA: É tão difícil assim a Verônica abandonar os estudos por um tempo? Gastamos muito com ela e com Mateo… As aulas de música, as terapias. GABRIEL: Não é culpa deles! PAULA: A culpa é de quem, então? Gabriel fica em silêncio. PAULA: Qual é o tamanho do problema da empresa? Preocupado, Gabriel senta na cama. Paula senta ao seu lado. PAULA: Por que ficou em silêncio, Gabriel? Por que perguntou se eu tenho poupança? No que está pensando? Há algumas semanas você me disse que tudo ficaria bem, mas não temos mais governanta porque estamos com pouco dinheiro. Você prometeu que íamos nos salvar dessa crise. GABRIEL: O banco e os acionistas virou as costas para mim. Estamos com problemas financeiros e… PAULA: Não me diga que estamos falindo, Gabriel! GABRIEL: Não, ainda não. Mais tarde vou conversar com outro acionista. É a última esperança, eu o salvei de duas crises e sei que ele não viraria as costas para mim. PAULA (INCOMODADA): Você tem que evitar a falência ao máximo, Gabriel. (OLHA FIXAMENTE PARA ELE) Não importa se você terá que implorar, ameaça tentar se enforcar na frente dele, mas não podemos ir a valência. GABRIEL (ASSUSTADO): Paula… PAULA: O que vai ser da sua família se você ir a falência? Principalmente aquele buraco negro de gastar dinheiro do Mateo, a culpa de todas as despesas é a maldita condição dele! O que vai fazer com ele? Gabriel levanta gritando. PAULA (GRITA POR CIMA): Resolva isso, Gabriel! Eu não ficarei na rua por sua causa! Paula deixa o quarto. Em Gabriel, desesperado. 02  INT. MANSÃO BELTRÃO – QUARTO VERÔNICA – DIA Verônica está deitada em sua cama, olhando para o teto, pensativa. Levanta, caminha até a mala marrom e quando toca no cadeado, percebe algo estranho. VERÔNICA: Essa mala não é a minha… 03  INT. MANSÃO BELTRÃO – QUARTO VERÔNICA – DIA Verônica está olhando o cartão de dados do dono da mala que pegou por engano. VERÔNICA: Andrés de Castilho León? Quem é esse cara? (SUSPIRA) Peguei a mala errada… Verônica liga para o número que está no cartão de dados, mas ninguém atende. Suspira, joga o celular em cima da cama. Caminha para a janela do seu quarto. Tenta se manter animada ao observar a paisagem, quando olha para baixo, percebe seu pai deixando a casa. Sorri. 04  EXT. MANSÃO BELTRÃO – PÁTIO – DIA Verônica corre para alcançar seu pai. VERÔNICA: Pai! Vai sair sem se despedir? GABRIEL: Eu não vou demorar, minha filha. VERÔNICA: Mesmo assim, vou sentir sua falta. Não demora para voltar, eu quero que o senhor durma cedo hoje porque amanhã vou fazer uma festa. É seu aniversário. Gabriel ri. GABRIEL: Juro que eu tinha esquecido. Bom, vou tentar chegar cedo. Não se preocupe. Gabriel se vira para se retirar. Seu celular começa a tocar. Atende. É Verônica. VERÔNICA: Te amo, pai. Gabriel se vira e sorri para a filha. 05  INT. CONSTRUTORA BELTRÃO – ESCRITÓRIO – DIA Gabriel conversa com o senhor Gonzalo que é sua última esperança. GABRIEL: Você sabe que eu te ajudei a sair de uma falência, não lembro disso? GONZALO: Eu entendo, Gabriel e por isso estou pensando, mas os outros sócios estão desencorajados. A empresa não progride, mas o dinheiro não depende só de mim. Preciso ver isso com calma. GABRIEL: Você tem que me ajudar, por favor! Não posso deixar minha família na rua, a única maneira de ajudá-los é ter bastante dinheiro para viverem bem por algum tempo enquanto busco uma solução… Gabriel tem uma iluminação. GABRIEL: Posso ter esse dinheiro com meu seguro de vida. Gonzalo arqueia sua sobrancelha. GONZALO: Mas você não está morto. Gabriel respira fundo. GABRIEL: Ainda não estou, mas se a única maneira de salvar minha família é usar esse dinheiro… Vou ter que fazer isso, vou ter que usar meu seguro de vida de alguma forma. GONZALO: Não me diga uma coisa dessas, homem! Para tudo tem uma solução. GABRIEL: E essa é a minha. Em Gabriel. 06  INT. MANSÃO BELTRÃO – QUARTO PRINCIPAL – DIA Paula está revisando alguns documentos. Vários papéis estão jogados pela cama, todos documentos bancários em nome de Gabriel. PAULA: Consegui economizar só cinco mil dólares? Tudo bem, pelo menos, com isso minha filha e eu vamos poder sobreviver por algum tempo. Em Paula. 07  EXT. MANSÃO BELTRÃO – JARDIM – DIA Verônica está escutando música em seu celular, espera ansiosa pelo seu irmão mais novo, Mateo. Ao ver o irmão de longe, Verônica sorri e acena para o mesmo. Mateo (15) a vê e sorri. O jovem autista caminha lentamente, mexendo sua cabeça e coçando ela a cada segundo. Verônica estica suas mãos para Mateo. VERÔNICA: Irmão! Estava com saudades, nossa ficou maior… Mateo estica suas mãos também, os dois tocam seus dedinhos. MATEO: Irmã… VERÔNICA: Como está se comportando o melhor pianista do mundo? 08  EXT. MANSÃO BELTRÃO – JARDIM – DIA Verônica e Mateo estão sentados no banco do jardim. MATEO: Compus uma peça para você. VERÔNICA: É sério? Quero que você toque para mim mais tarde. Ficarei feliz em escutar. MATEO: Apenas o papai gosta do que eu toco. (coça a cabeça) A mamãe se estressa. VERÔNICA: Como assim? O que você quer dizer? Como ela se estressa? Em Mateo. 09  INT. MANSÃO BELTRÃO – SALA DE ESTAR

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Anjo Noturno | Capítulo 05

Miguel estava parado em frente ao quarto de sua mãe, com certo grau de preocupação, ele a observava com cuidado. Fechou a porta sem fazer nenhum barulho quando se certificou de que a mulher dormia um sono profundo. Em seguida retorna ao seu quarto, onde Daniela e Leandro estão a sua espera para começar a reunião sobre como deteriam O Messias. — Vamos começar. — Disse Miguel enquanto sentava em sua cama, ficando de frente para Daniela e Leandro. — Como eu posso derrotar aquele cara maluco de vermelho? — O Messias. — Disse o jovem japonês para corrigir o amigo super-herói. — Vamos fazer isso da maneira certa, por favor. — Ele pode controlar mentes, não? — Dani perguntou, mas antes de algum dos meninos responderem, ela continuou. — Vamos fazer uma pesquisa na internet sobre como se proteger de ataques telepáticos e essas coisas. — Sugeriu por fim. Miguel e Leandro olharam para a amiga, com expressões de quem diz: “Sério? Essa é a sua melhor ideia?”. — O que foi? — Perguntou a garota negra. — A internet é muito mais do que pirataria. — Estava cheia de certeza em relação a sua ideia. Em frente ao computador, o trio de amigos começou uma busca longa pela internet, procurando por várias informações diferentes de poderes telepáticos e controle da mente. Acabaram encontrando, em sites especializados no assunto super-humanos, macetes para se defenderem de ataques do gênero. Naquela noite, não ligando para a aula que haveria no dia seguinte, os amigos começaram a confeccionar uma espécie de capacete para Miguel usar em sua luta contra o vilão chamado de O Messias, graças a insistentes pedidos de Leandro. O capacete com placas retangulares de metal para proteção do Anjo Noturno contra os possíveis ataques telepáticos do líder religioso. Depois de lerem um artigo sobre intervenções sonoras serem eficazes contra hipinose, Miguel perguntou ao seu amigo japonês: — O aparelho de karaokê da sua família tem um som bem potente, não Leandro? — Você sabia que essa insinuação de que a minha família tenha um aparelho de karaokê é bem racista, hein? Vocês não acham? — Perguntou Leandro com seus braços cruzados, sentindo ofendido com a pergunta. — Mas a sua família tem. — Rebateu Daniela. — A gente usou no seu aniversário… Deixa de falar bobagens Leandro! E responde a pergunta! O garoto nipônico relaxou seus braços e deu a sua resposta logo em seguida: — Sim, o som é bem potente… Espera aí, se você quer usá-lo para acordar o povo do transe do Messias, eu vou precisar de alguma bateria bem potente para ligar o som nela. Onde vamos arrumar isso? — Minha mãe tem. — Disse a garota negra. — A gente usava em acampamentos quando meu pai era vivo, acho que uma tarde recarregando deve dar. — As coisas estão se resolvendo rápido demais! — Leandro falou em um tom alto. … A forte luz branca batia contra as imagens santas, criando uma gigantesca sombra para as estátuas, dando a impressão de que os santos estavam observando todos que estavam dentro da construção. O dourado das paredes também ficava mais reforçado com aquelas luzes, dando uma impressão maior de grandeza e riqueza. O Messias está em seu altar, com seu olhar orgulhoso ele fita aquela aglomeração de pessoas em pé, prontas para ouvirem suas palavras, querendo ou não. — Dedicou toda a sua vida para levar ao povo os ensinamentos de Deus e presenciou, aos poucos, a taxa de frequência em sua Igreja cair. Recuperou o fôlego para continuar fazendo quando, em uma noite, sentiu uma descarga elétrica enquanto dormia e teve uma visão, viu Deus esticando a sua mão para ele e quando a segurou, seus poderes telepáticos apareceram. — Deus me escolheu naquela noite. — Começou O Messias com sua voz grossa. — Agora, meus irmãos e irmãs, estamos no caminho para mostrar a esta cidade os verdadeiros valores divinos, quando vocês estiverem prontos… Vamos recrutar os que não creem, os que estão no caminho da perdição e os que estão na perdição. Um curto silêncio se fez, os olhos de Messias emitiram o brilho vermelho e os olhos dos seus seguidores também, assim eles aplaudiram suas palavras em conjunto. O líder religioso sorriu e aos poucos foi a transformando em uma risada. Quebrando o teto de vidro, Anjo Noturno fez uma entrada triunfal naquele culto, as pessoas em transe abriram espaço se aglomerando para mais perto das paredes, dando espaço para o super-herói quando o mesmo abriu suas grandiosas asas negras. — Quem ousou invadir o meu culto? — Perguntou o Messias furioso. — Aquele que vai parar com a sua loucura… — Respondeu o super-herói. Quando se preparou para voar até o seu inimigo e socar sua cara, foi impedido pelas pessoas que ali estavam assistindo ao culto, seguravam com força o seu corpo, não deixando fazer nenhum tipo de movimento. — Você é fraco de alma e de coração, não pode me vencer, criança… — Começou Messias, seus olhos brilhavam vermelhos em um tom de sangue intenso. Miguel conseguia sentir um pouco de raiva também. — Me diga criança… Porque está tentando impedir as palavras de Deus? — Porque você é louco! Você é um louco… Você fez uma mãe expulsar seu filho de casa, isso não é o que Deus ensina… Isso é ódio, não amor! — Gritava Anjo Noturno, então conseguiu apontar a palma da sua mão para o altar onde o líder religioso estava. A energia roxa começou a ser carregada em torno da mão. — Coma isso! Gritou Anjo Noturno disparando um raio roxo na direção do Messias. O homem de manto vermelho se defendeu daquele ataque criando um escudo mental a sua frente. O vilão esboçou um sorriso largo, se sentindo a criatura mais poderosa da Terra. — Vamos ver se a sua mente é fraca assim como seu medíocre poder… Messias direcionou seu poder direto para a mente do Anjo Noturno, faria com

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